quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
terça-feira, 18 de Novembro de 2008
Triamaran Géant
sexta-feira, 14 de Novembro de 2008
Consciencia ambiental
quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
Recordar....Depeche Mode
Vendée Globe 2008
Com o forte e constante crescimento da Classe Open 60 nos últimos anos a Vendée Globe tem tudo para ser a maior regata oceânica já ocorrida na história da vela oceânica mundial. Com 30 velejadores inscritos na edição 2008, a Vendée Globe nunca foi tão popular. Especialmente se lembrarmos que 13 velejadores fizeram parte da primeira edição em 1989, 14 em 1992, 16 em 1996, 24 em 2000 e 20 em 2004. Na edição 2008, serão 28 homens e duas mulheres, sete nacionalidades diferentes.Nada menos que 20 barcos foram especialmente construídos para esta edição, enquanto que os outros 10, da geração 2004, foram completamente reformados. A regata - Criada no ano de 1989 para satisfazer a necessidade de velejadores que desejavam testar seu próprio limite, a Vendée Globe é tanto um desporto técnico como uma aventura humana e uma competição internacional que une velejadores solitários de todas as partes do mundo em uma regata volta ao mundo sem escalas e sem assistência. Actualmente é o evento mais longo e mais difícil jamais idealizado sob circunstâncias de competição desportiva individual no mundo. A Vendée Globe, é considerada - por especialistas de desportos do mundo todo - o desporto mais radical do planeta. Seu objectivo diz tudo, um homem, um barco, ao redor do mundo, o primeiro a chegar é o vencedor. Todos os competidores são obrigados a fazer uma rota transatlântica de observação em solitário de no mínimo 2.500 milhas (4.630 km) sem ancorar ou entrar num porto, antes da regata. Esta rota precisa ser feita com o mesmo barco que o competidor irá usar na regata e deverá ter uma velocidade média de, no mínimo, 7 nós. A largada deste ano aconteceu no último domingo dia 9 e a chegada está prevista para cerca de três meses depois. O actual recorde da regata é de Vincent Riou na edição 2004, com 87 dias, 10 horas, 47 minutos e 55 segundos, numa média de velocidade de 11.28 nós.
quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
História Bombeiros da Base das Lajes - Parte I
Com a chegada do americanos a base das Lajes em 27 de Setembro de 1946, após terem abandonado a ilha de Santa Maria para se juntar ao 1390th AAF Base Unit nas Lajes. Segundo se pensa foi aqui o inicio do Departamento de Bombeiros nas Lajes.
O corpos de bombeiros na altura pertenciam ao Army Air Force e estavam divididos em 2 categorias:
EFFPS - Engineer Fire Fighting Platoons
EAFFO - Engineer Aviation Fire Fighting Platoons.
Nas Lajes estiveram os EAFFO, cada um desses pelotoes eram compostos por 30 homens, que usavam as seguinte viaturas de combate a incêndio.


Os bombeiros das Lajes recebem poucos anos mais tarde três 0-11B para combate a fogos de aeronaves como podemos ver na imagem abaixo bem como a primeira viatura de “Rescue” o R-2A.
segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
AFRICOM
Após uma revisão dos possíveis locais para a implementação da sede do novo comando AFRICOM, o Secretário da Defesa Robert Gates decidiu manter por agora a sede em Estugarda na Alemanha, pelo menos por agora, segundo o Pentágono."O Secretario da Defesa decidiu adiar a decisão da localização da sede do comando até 2012. Até essa data a sede continuará em Estugarda. A decisão foi adiada até 2012 para que o Comando de África estude melhor todos os locais bem como todas as necessidades operacionais para o futuro do Comando". Disse um porta voz do Pentágono.
Apesar de oficialmente activado em 1 de Outubro de 2008 tem havido constantes especulações sobre a localização da sede do Africom, tendo já sido falado inúmeros locais que vão deste Charleston na Carolina do Sul, Marrocos, Rota em Espanha, Beja e depois de o nosso Carlos César ter oferecido, as nossas Lajes!
Seria uma enorme vantagem para a Terceira e os Açores, seria preferencial à falada base de treinos, já que não teríamos a poluição sonora que isso acarreta.
Penso que o nosso governo a nível regional e ao mais alto nível nacional tem que formar Lobbies para que o comando tenha sede aqui nas Lajes, por inúmeras razões, e digo algumas....pela nossa conhecida localização geográfica, por já ter boas instalações e uma excelente pista, pela segurança, o facto de estarmos no meio do Atlântico é um factor de segurança acrescida ( não estou a ver terroristas a chegarem cá a remos ) e pela expressão que Portugal possui em África, nas ex-colónias e não só.
Os nossos políticos têm que unir esforços e trabalhar nisso, não é só reivindicar enquanto se está na oposição! Temos que trabalhar em comum. e como diz o futuro presidente dos EUA, " yes we can! "
Maldivas e o Aquecimento Global
O novo presidente das Maldivas, Mohamed Anni Nasheed, afirmou que o governo vai poupar para comprar novas terras caso este arquipélago do Oceano Índico desapareça devido à força das águas, consequência do aquecimento global. Em Dezembro de 2004 o arquipélago foi afectado por um tsunami que vitimou milhares de pessoas. As Maldivas, paraíso turístico com praias de areia branca e águas transparentes, ao sul da Índia, são constituídas por 1.192 ilhas carolinas com 360.000 habitantes. O ponto mais alto das Maldivas fica apenas a 2,3 metros acima do nível do mar e quase 80% das terras do arquipélago ficam a menos de um metro. Mohamed Anni Nasheed afirmou à imprensa que o governo vai guardar parte dos recursos obtidos com o turismo para deixar o país preparado em caso de tragédia. PS. E nós por cá? Será que poderíamos alugar Vale do Lobo, a Madeira e o João Jardim....lol?
domingo, 9 de Novembro de 2008
Briga entre Padres dentro de igreja.
Dicionário Terceirence - de partir
Dicionário TerceirenseEditado por vários conterrâneos de sangue Terceirence, que sabem o quanto
custa ser compreendido...
Coller - Caixa Térmica
Friza -> Congelador
Certâ -> Frigideira
Alvarozes -> Jardineiras
Macaquinhos -> Desenhos Animados
Gama -> Pastilha Elástica
Mapa -> Esfregona
Pana -> Alguidar
Pechenchinha -> Pequenina
Blica, Pomba -> Pénis
Suera -> Sweater
Slipas -> Chinelos
Bezerrar -> Seca
Adiante -> Passar á frente
Vela, Cadela -> Bebedeira
Aguindar -> Atirar
Clauseta -> Dispensa
Tal Disparate -> Muito fixe ou Nada fixe
Simbora -> Se + Embora
Pariba -> Para + Cima
Vaião -> Vão
Meítes -> Meias
Boca da Canada -> Início da rua
Botas de Cano -> Galochas
Vilhão -> Egoísta
Vilhoa -> Feminino de Egoísta
Casa despeije, Cazão -> Quarto das máquinas
Verbenas -> Discoteca ao ar livre
Mamas de Preta -> Chocolates Kisses
Banda -> Lado
Massa Sovada -> Pão Doce
Routo -> Rasgado
Venda -> Mercearia
Carreira, Urbana -> Autocarro
Hamberga -> Hamburguer
Oroporto -> Aeroporto
Hatdogues -> Cachorro Quente
Recta -> Via Rápida
Melros -> Pássaro Cumum
Estoa -> Centro Comercial
Infezado -> Magricela
Relva -> Erva
Presa -> Subida
Naião -> Gay
Valêta -> Passeio, berma da estrada
Cerrado -> Pastagem
Marmitas -> Taparoeres
Boate -> Discoteca
Palanque -> Sítio onde agente se abriga dos Toiros
Barraca -> Tenda
Arrematado -> Arranjado
Gaitadaria -> Rir muito
Pisca -> Pouco
Presada -> Pss bem arranjada, Fina
Vento encanado -> Corrente de ar
Bota -> Põe
Papo-seco -> Carcaça
Cismar -> Teimar
Ruim -> Mau
Ruindade -> Maldade
Montes -> Bué
Retoiçar -> Brincar
Enrriçar -> Tripar
Correr meninos -> Ir a casa dos amigos no Natal comer e BEBER
Levar com a porra -> Levar na cabeça
Tal mijeira -> Piada sem piada / Muita sorte
Samarra -> Casaco
Cádê... -> onde está...
É homme -> Espanto, chamamento, etc.
Quando sepucata -> De repente
sábado, 8 de Novembro de 2008
Líder do PCP/A exorta a constituição de comissão de trabalhadores na Base das Lajes
O líder do PCP/Açores, Aníbal Pires, apelou hoje aos portugueses que trabalham para os militares norte-americanos na Base das Lajes “para perderem o medo” e elegerem uma Comissão de Trabalhadores que “defenda os seus interesses”.“Sentimos nos contactos com os funcionários portugueses ao serviço do destacamento militar norte-americano que existem intimidações que acentuam o medo de elegerem uma Comissão de Trabalhadores”, adiantou o dirigente comunista. Aníbal Pires alegou, em conferência de imprensa em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, que “só o medo instalado no seio dos trabalhadores impede que se organizem”. O coordenador do partido no Arquipélago, que reuniu com o inspector de Trabalho e representante dos Açores na Comissão Laboral do Acordo de Defesa entre Portugal e os EUA, sublinhou que, “em muitos assuntos, só é possível ter a opinião dos trabalhadores se estiverem organizados”. O líder dos comunistas açorianos deu como exemplo a “elaboração de um regulamento interno na Base militar, que não recolheu um parecer dos trabalhadores porque não existe uma comissão”, como prevê o Acordo. Os cerca de 820 trabalhadores portugueses que se encontram ao serviço dos militares norte-americanos já tiveram, no passado, uma Comissão de Trabalhadores, que se extinguiu há meia dúzia de anos por não haver candidatos, após o fim do mandato da última comissão. Aníbal Pires afirmou que saiu da reunião com o inspector de Trabalho “convicto de que o novo regulamento não fere o Acordo Laboral nem a legislação portuguesa de trabalho”. Insistiu, porém, de que “existem normas do Acordo que não estão a ser cumpridas”, tendo reafirmado posições anteriores de que estão “contra a substituição de trabalhadores portugueses vigilantes dos depósitos de combustível, por vigilantes de empresas privadas”. O líder do PCP/Açores, que foi eleito deputado nas últimas eleições regionais de 19 de Outubro, garantiu que “os problemas das Lajes vão fazer parte da agenda parlamentar” comunista. Defendeu, ainda, o aumento do número de inspectores de Trabalho para que “as impunidades que se verificam no não cumprimento da legislação, a precariedade e os recibos verdes sejam erradicadas”.
artigo publicado na Lusa em 8 Nov 2008
Caminhada e Meia-maratona no Porto Martins
A freguesia do Porto Martins, recebe este Domingo (dia 9) duas manifestações desportivas: a 1ª Meia Maratona da Azorina e a Caminhada Verde/Azul, eventos que darão animação à localidade a partir, respectivamente, das 9h30 e 9h35, com partidas marcadas para o Largo da Igreja.A Meia Maratona terá o percurso de cerca de 21 quilómetros todo ele traçado na zona litoral do Porto Martins, englobando três voltas a um circuito, enquanto a Caminhada, com 8 quilómetros de extensão, vai subir até ao Recanto, para depois atravessar os "matos" em direcção à Ribeira Seca de Cima.
A denominação "Azorina" dada à prova de corrida em estrada é, segundo a organização, "uma forma de alertar para existência de uma espécie endémica local que está em vias de extinção, e nada melhor do que fazê-lo com uma actividade ao ar livre", referem.
Segundo Miguel Azevedo, da "porto das pipas PRESS", que promove o certame, tratam-se de "duas ideias do Rui Borba, atleta veterano e que, há uns anos atrás, realizou a Meia Maratona Amores do Atletismo, na Casa da Ribeira, pretendendo agora reavivar o conceito mas noutros moldes", diz.
A prova está "simplificada ao máximo, de forma a não haver custos acrescidos para além de troféus e o abastecimento dos concorrentes, sendo as inscrições efectuadas no local por volta das nove da manhã”, adiantou, desejando que "pode ser que assim aconteça um ressurgir das nossas provas de estrada".
Em relação à caminhada "é uma forma saudável de podermos juntar mais gente, sendo que estamos certos haver ainda muitos terceirenses que não conhecem a zona alta do Porto Martins, onde os matos e as faias também tendem a desaparecer, pelo que é de aproveitar a oportunidade", referiu.
O certame conta com os apoios da Junta de Freguesia do Porto Martins e da "Copitu II-Publicidade", estando a parte técnica assegurada pela Associação de Atletismo da Ilha Terceira.
Nuestros Hermanos...ao ataque
Espanhóis pensaram em invadir Portugal na II Grande GuerraDepois de documentos secretos terem sido revelados....
...é caso para dizer...de Espanha nem bom vento nem bom casamento....
Se assim tivesse sido...pelo menos ja tínhamos ganho um EUROPEU!
Segundo noticia o jornal «Faro de Vigo», o historiador baseia-se num documento que classifica como um «tesouro e uma bomba histórica», e que, segundo ele, evidencia a «verdadeira atitude de Franco, pois mostra com toda a clareza o profissionalismo estratégico-militar com que Franco planeou a entrada de Espanha na II Guerra Mundial».
Segundo Ros, se Franco não entrou em guerra com a Inglaterra como planeava, em aliança com a Alemanhã e com Itália, não foi por falta de vontade, mas sim porque não conseguiu de Hitler e Mussolini as contrapartidas que desejava.
De acordo com este professor de História Contemporânea na Universidade CEU-San Pablo, Franco queria um império colonial espanhol no norte de África que incluiria Marrocos, uma parte da Argélia e um aumento substancial da Guiné espanhola.
No entanto, Hitler não terá dado garantias a Franco e isso terá dissuadido o ditador espanhol, que estava consciente da debilidade militar espanhola.
Ainda assim, enquanto decorriam as negociações com Hitler, sustenta o historiador, baseado em «provas irrefutáveis», o Estado Maior espanhol planeou várias operações militares contra objectivos tão diferentes como Gibraltar, as colónias francesas no norte de África e a invasão de Portugal.
Salazar teria enviado espiões a Espanha»
Contactado pelo PortugalDiário, o historiador Fernando Rosas diz desconhecer os documentos em causa, mas o certo é que há muitos documentos do Estado Maior espanhol que são secretos e estavam fechados. «Até agora não havia provas de tudo isso que há muito se sabia, podem surgir agora».
«Toda a gente sabe que Hitler pensou invadir a Península Ibérica e a elite franquista sempre quis unificar a Península», sublinha Fernando Rosas. Aliás, acrescenta, «Salazar teria enviado espiões a Espanha para saber onde estariam estacionadas as tropas».
Segundo este historiador, que já estudou este tema, a suposta invasão de Portugal foi invabilizada por um conjunto de factores: «Primeiro, Franco pedia muitas contrapartidas; depois porque foi preciso deslocar tropas alemãs dos Pirinéus para a Jugoslávia e também para a Grécia». Porque a ideia dos alemães, sustenta, «sempre foi acabar com a Rússia rapidamente e depois voltar-se para a Península Ibérica».
As Lajes e o poder aeroespacial dos EUA
Deixo aqui um artigo no nosso conterrâneo Miguel Monjardino,de 28 de Janeiro de 2008 no jornal ExpressoSe olharmos para as duas últimas décadas vemos que este domínio tem sido total desde 1990. De então para cá, uma série de importantes inovações ao nível da precisão e do comando e controlo permitiram à USAF, ao Exército e Fuzileiros norte-americanos transformar profundamente a concepção e execução das operações aéreas e terrestres. A actual supremacia militar dos EUA depende em parte deste novo poder aeroespacial. Este poder, é verdade, não garante a vitória política. Garante, todavia, que Washington tem à sua disposição um instrumento estratégico com que a maior parte dos decisores políticos nas outras capitais apenas pode sonhar.
Portugal nunca foi indiferente para a USAF. A Base das Lajes nos Açores explica porquê. Durante a Guerra Fria, a base foi importante para a defesa avançada dos EUA, controlo aeronaval no Atlântico, missões nucleares do Strategic Air Command e apoio à projecção do poder militar americano na Europa Ocidental e Médio Oriente. Nos últimos anos, a base acolheu a Cimeira do Atlântico entre George W. Bush, Tony Blair, José María Aznar e José Manuel Durão Barroso e tem apoiado a mobilidade estratégica dos EUA em direcção ao Iraque e Afeganistão.
Para um país com dificuldade em transformar a maneira como se relaciona com os EUA, as Lajes continuam a ser o trunfo geoestratégico que tem permitido a Lisboa lutar acima do seu peso em Washington. Será que esta situação se vai manter nos próximos 15, 20 anos? A resposta, como é costume, nestas coisas não depende exclusivamente de Lisboa. Depende do interesse da USAF. Uma série de acontecimentos recentes mostram que Lisboa e Washington estão profundamente envolvidas numa discreta negociação que poderá vir a alterar substancialmente a missão que as Lajes têm desempenhado nas últimas décadas.
No coração desta negociação está a ideia de transformar as Lajes numa base de treino para os aviões e novas plataformas da USAF estacionados na Europa e nos EUA. Os aliados da NATO também podem vir a participar nestes treinos. Em Novembro passado, pouco antes de passar à reserva, o general William Hobbins, comandante da Força Aérea americana na Europa, argumentou que as Lajes eram um excelente local para treinos do F-35 Lightning e de outros sistemas de armamento como mísseis hipersónicos. O F-35 ainda está em desenvolvimento mas, juntamente com o novo F-22 Raptor, promete garantir à USAF e aos seus aliados o domínio aeroespacial nas próximas décadas.
O problema com os chamados 'caças de quinta geração' tem a ver com sua velocidade e sistemas de armamento. O treino a velocidades supersónicas e o uso de armamento muito sofisticado exige espaços enormes e pouco habitados. Hoje em dia é muito difícil arranjar espaços com estas características na Europa. No que toca aos EUA, a base aérea de Nellis no Nevada, tem sido até agora uma boa opção para o treino de pilotos e caças. Mesmo assim, o treino dos F-22 e F-35 terá alguns constrangimentos em Nellis. Do ponto de vista da USAF, as Lajes são uma hipótese muito interessante. A capacidade logística e de estacionamento da base é enorme. A temperatura do Atlântico e as capacidades dos novos helicópteros da Força Aérea Portuguesa garantem missões de busca e salvamento durante quase todo o ano. Havendo interesse por parte de Lisboa, o espaço disponível para treinos é enorme. Tudo parece indicar que as Lajes vão continuar associadas ao poder aeroespacial dos EUA.
O último discurso
George W. Bush fará o seu último discurso sobre o estado da União na próxima segunda-feira. É pouco provável que o primeiro parágrafo do seu discurso seja parecido com o célebre parágrafo do seu antecessor Harry Truman em 1949: "Estou contente por relatar a este 81º Congresso que o estado da União é bom. A nossa Nação está mais habilitada do que nunca para ir ao encontro das necessidades do povo americano e para lhe dar uma oportunidade decente na busca da felicidade. Esta grande República é a primeira entre as nações na busca pela paz". As sondagens internacionais mostram que não é fácil associar George W. Bush a estas palavras. Parte do problema tem a ver com as opções políticas da primeira administração W. Bush. A outra parte está relacionada com o preço a pagar pelo poder e liderança. Da Pérsia à Inglaterra, passando por Atenas, Esparta e Roma, a história não regista muitas potências hegemónicas populares.
Dizem-me que o mundo espera ansiosamente pelo fim da administração W. Bush. Dizem-me também que o mundo quer a América de volta. Dizem-me que com um presidente democrata o mundo ficará mais seguro. O problema aqui é que a maior parte das pessoas tem uma opinião exagerada sobre o poder e influência do presidente dos EUA. O Senado, a Câmara dos Representantes, o Supremo Tribunal e a poderosa burocracia governamental não existem nos nossos debates sobre Washington. Por esclarecer, fica também saber quem é a melhor pessoa para liderar os EUA a partir de Janeiro de 2009. Digamos que o mundo está bastante dividido neste capítulo. Nos gabinetes ministeriais europeus toda a gente reza silenciosamente uma nova oração política - a oração pelo regresso dos Clinton à Casa Branca. África e uma parte substancial do mundo muçulmano ficaria extremamente contente com a eleição de Barack Hussein Obama. Nova Deli e Pequim nunca se deram bem com presidentes democratas e preferem claramente alguém com a história e a experiência de John McCain. O final anunciado da administração W. Bush esconde grandes divergências e expectativas políticas.
sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
Che Guevarra um Ídolo
Politica - Segundo a dicionário... o termo politica é derivado do Grego antigo ( politeia ) que indicava todos os procedimentos relativos à pólis..Politica é o processo em que grupos de pessoas tomam decisões.....politica consiste nas relações sociais envolvendo autoridade....autoridade essa que regra geral são os governos....mas politica também é observada em todas as interacções humanas, incluindo empresariais, académicas, religiosas, etc.
Bem segundo a definição seria magnifico se tudo fosse assim, só que na realidade não o é! A politica de hoje é doente, os interesses são postos em primeiros lugar, os interesses governam! È comum hoje em dia....enquanto na oposição, promete-se tudo...mas depois caso sejam eleitos o discurso muda e as convicções tantas vezes exortadas são esquecidas.
Até a informação é manipulada, comprada, interesseira...ás vezes quando me resta um pouco de tempo ao fim da noite, faço um "zapping" aos canais de noticias internacionais, e deparo com enormes diferenças na maneira em que essa informação e posta ao publico, por exemplo a americana CNN e a arabe Al Jazeera, a mesma noticia é contada de diferentes maneiras...
Bem não é para falar de politica que estou aqui, porque nem quero nem sei. Quero-vos falar de um grande homem, que foi fiel aos seus princípios, que morreu a defende-los.... Deixo aqui a historia de um grande homem....
quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
Pensamento do Dia
Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo.
Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia.
Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!
E é assim....
Diariamente, tropeçamos em cobras!........
Tribunal de Contas Detecta Várias irregularidades no Hospital de Angra
....porque todos nós sabemos que infelizmente ainda vivemos numa sociedade de compadrio, e que tudo se esconde...para beneficiar os que mais podem....
terça-feira, 4 de Novembro de 2008
Anedota para descontrair - GUERRA DOS SEXOS
A conversa não estava muito animada, de maneira que pensei em irmos a um lugar mais íntimo.
Fomos a um restaurante e ele AINDA agindo de modo estranho.
Perguntei o que era, e ele disse que nada, que não era eu. Mas não fiquei muito convencida.
No caminho para casa, no carro, disse-lhe que o amava muito e de toda sua importância.
Ele limitou-se a passar o braço por cima dos meus ombros.
Finalmente chegamos em casa e eu já estava pensando se ele iria me deixar!
Por isso tentei 0 fazer falar, mas sem me dar muita atenção ligou a televisão, e sentou-se com um olhar distante que parecia estar me dizendo que estava tudo acabado entre nós.
Por fim, embora relutante, disse que ia me deitar.
Mais ou menos 10 minutos ele veio se deitar também e, para minha surpresa correspondeu aos meus avanços, e fizemos amor. Mas depois ele ainda parecia muito distraído e adormeceu.
Comecei a chorar, chorei até adormecer. Já não sei o que fazer.
Tenho quase certeza que ele tem alguém e que a minha vida é um autêntico desastre.
Mas mas ainda não dá para esquecer o desaire... equipa de merda!
segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
Sébastien Loeb faz história...
É caso para dizer....até onde vai parar este miúdo? Na minha opinião já o considero o Ayrton Senna dos Rallies.
Deixo aqui um vídeo da condução implacável deste francês....não tentem fazer isto nas nossas estradas...!
domingo, 2 de Novembro de 2008
Grande "Garoupa"
Fez várias travessias marítimas sozinho, a bordo de um caiaque ou de um catamaram. Como é que surgiu o gosto pelo mar e esse espírito de aventura?
Surgiu muito cedo, na minha infância. Nasci no seio de uma família ligada ao mar. O meu pai e o meu avô estavam ligados ao mar. Também contribuiu o facto de ter nascido em Vila Franca do Campo, uma localidade construída para o mar. Se repararmos nas fachadas das casas vemos que estão voltadas para o mar, o que não acontece em outras vilas ou mesmo na cidade de Ponta Delgada, onde vemos os quintais virados para o mar, em especial em S. Roque. Quem está a navegar ao longo da costa de S. Roque nota que todos os quintais estão virados para o mar. Em Vila Franca do Campo isso não acontece. Isso para explicar que o facto de ter nascido em Vila Franca do Campo foi muito importante…
Que idade tinha quando entrou num barco pela primeira vez?
Tinha cerca de 6 anos quando comecei a navegar em caiaques. Na altura fiz um pequeno caixote - a que chamavam gaveta, porque era parecido com uma - e ia para o ilhéu de Vila Franca no Campo…
Num barco feito por si?
Num caixotinho, a que as pessoas chamavam de gaveta. Ia para o ilhéu, umas vezes sozinho, outras acompanhado.
A partir daí não parou?
Chegava ao ilhéu, subia as rochas e via Santa Maria ao longe. E pensava: "um dia quero chegar a Santa Maria". Sempre com um espírito aventureiro. Anos mais tarde, cheguei a Santa Maria de caiaque, um tipo de canoa com duas proas e cerca de 20 quilos.
Que idade tinha quando foi a primeira vez a Santa Maria?
Tinha 28 anos quando fui a primeira vez de caiaque para Santa Maria.
É um percurso longo, principalmente para quem vai de caiaque. Como é que foi a viagem?
Fui treinando, durante muitos anos, ao longo da costa de S. Miguel. Saía do Clube Naval de Ponta Delgada e ia remando ao longo da costa para conhecer a resistência que tinha e avaliar a minha reacção. São cerca de 45 milhas náuticas (70 quilómetros) até Santa Maria, pelo que tive de treinar e analisar o meu comportamento.
Quanto tempo demorou a chegar a Santa Maria?
Da primeira vez demorei 14 horas. Mas fiz mais duas travessias e na melhor levei nove horas, com vento e ondulação favoráveis. Consegui por a canoa a planar…
Foi acompanhado por alguém?
Fui sempre sem assistência para Santa Maria. Com assistência é outro espírito. É mais um feito desportivo. No meu caso é um feito desportivo e de marinharia. Temos de saber interpretar as correntes para conseguir manter o rumo.
Sentiu medo quando estava a fazer as travessias?
Há sempre receio de que se alterem as condições do mar, principalmente quando estamos a meio da travessia, porque seguir em frente ou voltar para trás é a mesma coisa. Há sempre receio. Mas acho que foram aventuras calculadas. Foi tudo calculado. Levei anos a treinar antes de ir para Santa Maria. Só fiz a primeira travessia aos 28 anos.
Quando ainda era criança, os seus pais não ficavam preocupados com as suas aventuras no mar?
A nossa infância, naqueles tempos, era mais livre e o facto de viver numa localidade pequena fazia com que não houvesse a preocupação que há hoje. O meu pai sabia que estava ou na praia ou no porto. Não tinha muito controlo. Sabia que eu estava ali. Naqueles tempos ir à praia era como um miúdo que vai hoje para a escola. Não havia controlo.
Entre o tempo em que começou a navegar, ainda criança, até à primeira travessia de caiaque a Santa Maria que outras viagens fez?
Durante esse tempo, e enquanto treinava, também andei de catamaram à vela, sem cabine. Também cheguei a ir a Santa Maria e a Lisboa num catamaram desportivo. Levámos cinco dias a chegar a Lisboa…
Uma viagem complicada para fazer de catamaram…
É um barco que só tem cerca de 50 centímetros de altura de borda. Não tem cabine e é muito estreito.
Como é que foi essa viagem?
A viagem foi preparada com muitos anos de antecedência. Fizemos várias travessias para Santa Maria. Esta ilha foi sempre o nosso palco de treino, uma referência ou um teste.
Foi acompanhado na travessia Ponta Delgada-Lisboa?
Fui com um colega meu velejador, o Mário Medeiros, mais conhecido por Sabão. Também fizemos juntos, num barco parecido com um catamaram, uma viagem para a Madeira. Também cheguei, sozinho, a fazer uma viagem a remos para a Terceira [num caiaque].
Que idade tinha quando foi de catamaram para Lisboa?
Tinha 35 anos. A viagem é sempre feita ao ar livre. À noite utilizávamos sacos de plástico, daqueles de por lixo, para nos resguardarmos. Um catamaram tem apenas cerca de 50 centímetros de altura. Estamos num banho constante e, à noite, para descansar enfiávamo-nos num saco.
Alguém sabia que iam chegar a Lisboa?
Sabiam porque houve muitos familiares que telefonaram para as capitanias para saber se já tinha chegado um veleiro, ainda que nunca tenham dito que tipo de veleiro era. A Capitania de Cascais achou estranho o facto de ter recebido muitos telefonemas e estavam à espera, ainda que não soubessem bem de quê. Até podia ser alguma coisa ilícita. Quando chegámos estava a polícia à nossa espera, de binóculos...
E quando viram o catamaram?
Quando viram disseram: "ah, são vocês! Venham aqui à capitania…". Nessa altura chegámos a pensar que podia dar confusão. Mas, depois de conseguirmos fazer a travessia já não interessava. O Capitão do Porto teve o bom senso de perdoar.
“O mar vai fazer sempre parte da minha vida”
Tem pena de não ter prosseguido numa vertente profissional?
Tenho pena de não ter feito um pouco mais de competição.
Até porque podia ter alcançado resultados interessantes…
Pois. Participei no Canadá, há cerca de onze anos, numa competição de mar em caiaque. A prova tinha uma extensão de 70 quilómetros. Fiquei em terceiro lugar. Participei nesta regata com 37 anos. Já vou fazer 48 e senti, naquela prova, que a idade já começa a pesar.
Por outro lado, em competição não sentia a mesma emoção das suas travessias solitárias...
Sim… De facto, a viagem em solitário é diferente da de competição. A competição é mais mediática. Por exemplo, quando cheguei a Santa Maria a primeira vez praticamente ninguém sabia. Só os meus amigos é que o sabiam.
Eles não tentavam impedi-lo?
Impedir não, mas alertavam e dramatizavam… Em especial meu irmão.
Se tivesse de escolher a viagem da sua vida…
Para mim aquela que teve mais importância, e se calhar maior risco, foi a primeira travessia de caiaque para Santa Maria. Teve um gosto especial. Houve uma outra viagem para Santa Maria em que encontrei, a meio canal, um amigo meu a bordo de uma lancha de pesca com turistas. Quando me viram, ficaram abismados. Iam pescar e ficaram quase uma hora ao pé de mim. Foi um bom encontro.
Vamos ver o João Garoupa numa última aventura?
Penso que vai ser difícil. Mas o mar vai fazer sempre parte da minha vida.
"Não me arrependo de nada"
Apesar dos sustos que apanhou, João Garoupa não se arrepende de ter feito as travessias que fez. Segundo diz, o açoriano tem, por natureza, espírito aventureiro.
Considera-se um lobo do mar?
Não me sinto um lobo do mar…
O que é que é preciso para fazer uma viagem destas?
Para já é preciso gostar e estar à vontade no mar. É também preciso espírito de sacrifício. É preciso ter resistência para quando as condições se alteram…
Também é preciso conhecer bem o mar…
Sim. É preciso conhecer bem o mar. Por isso é que tudo só foi possível porque comecei em criança a dar estes passos, primeiro para o ilhéu de Vila Franca do Campo e depois para Santa Maria. Foi um processo gradual…
Apanhou algum susto?
Por acaso apanhei um susto. Ia fazer uma travessia de caiaque da Madeira para as Canárias e a previsão meteorológica falhou. Estava a cerca de 60 milhas da Madeira e tive que pedir socorro. O caiaque partiu porque estava muito carregado.
Estava sozinho?
Estava acompanhado. O construtor e patrocinador apostou num barco leve e um pouco radical para navegarmos bem em bom mar. Mas a previsão do tempo falhou…
O que é que sentiu naquele momento?
Senti que se a comunicação falhasse nós não nos safávamos. Felizmente, conseguimos estabelecer contacto com terra.
Não foi este susto que o fez desistir?
Paguei uma multa avultada. Essas travessias são ilegais. Um caiaque e um catamaram desportivo, à luz da lei, não se podem afastar mais de três milhas da costa. Só dão autorização se for acompanhado, o que nem sempre é possível.
São aventuras arriscadas. Pode ser apanhado pelo mau tempo ou pela guarda costeira…
Exacto. Um catamaram tem cinco metros de comprimento e cerca de 150 quilos de peso. Custa, hoje em dia, cerca de 15 mil euros. Não podemos arriscar, porque podemos pagar multa e ainda apreendem o barco. É um desastre a todos os níveis.
Foi a Lisboa e para a Madeira de catamaram, há a tentativa de chegar às Canárias, foi a Santa Maria e à Terceira…
Fui para a Terceira a remos, sozinho…
Como é que se consegue chegar à Terceira a remos?
É preciso perceber de navegação e saber compensar porque um caiaque deriva muito. É preciso grande capacidade de orientação, ou seja, aquilo a que chamamos de navegação estimada.
Usou algum tipo de instrumento na travessia para a Terceira?
Fui para a Terceira só com uma bússola. Apanhei uma noite. Há outras pessoas que fazem este tipo de travessia, mas contam-se pelos dedos. Com base no que leio nas revistas da especialidade conta-se pelos dedos o número de pessoas que realmente faz este tipo de travessia. Não tenho conhecimento, a nível nacional, de pessoas que o façam em caiaque ou catamaram. A nível internacional há três ou quatro franceses que conseguiram, desde 1986, atravessar o oceano Atlântico.
Ainda faz travessias de caiaque ou catamaram?
A última que fiz foi com o Mário Medeiros, há cerca de cinco anos. Fomos de Santa Maria para a Terceira num catamaram. Foi a última. Nessa altura, chegámos à conclusão que já era altura de parar. Fizemos face a uma situação difícil de mar. Tivemos de pedir socorro e, às vezes, nem sempre é fácil comunicar com outras embarcações ou para terra.
Continua ligado ao mar?
Sim. Estou sempre ligado ao mar. Ando em veleiros, iates e de catamaram, mas de navegação costeira.
Olhando para trás, arrepende-se de alguma coisa?
Não me arrependo de nada. Para uma pessoa que gosta do mar, ficar no meio do oceano num barco deste tipo, sem ver nada, é de uma emoção tão grande que nos faz esquecer muitas coisas. Ficamos, não digo em transe, mas num estado de espírito que nos faz, muitas vezes, esquecer o perigo…
Dá-lhe uma sensação de liberdade?
Sim. O açoriano sempre teve espírito de aventura e vontade de sair das ilhas de qualquer forma. Lembro-me do "Barco e o Sonho" e de um outro homem, de Santa Maria, que se meteu no trem de aterragem do avião e, felizmente e por sorte, conseguiu chegar vivo à América. O açoriano sempre teve espírito de aventura.
Há menos jovens a praticar desportos náuticos
Acha que os jovens açorianos ainda têm o espírito de aventura de que falava?
Não. São outros tempos. A juventude tem muitas e novas formas de diversão. Dou-lhe como exemplo a internet. Também se nota que há menos pessoas a praticar desportos náuticos. No Clube Naval de Ponta Delgada percebemos isso…
Que mensagem pode deixar aos jovens?
A mensagem que deixo é que é muito bom praticar desporto de uma forma sadia. Agora, para o tipo de aventura que tive é necessário um longo processo de aprendizagem. Não posso dizer para não o fazerem, mas tem de se seguir um certo percurso…
Acha que as suas aventuras vão marcar uma geração?
Não sei. Para se conseguir fazer o que fiz é necessária uma grande entrega. É preciso, acima de tudo, gostar de estar no mar.
Perfil
João Augusto Medeiros, mais conhecido por João Garoupa, é natural de Vila Franca do Campo, em S. Miguel. Tem 47 anos e fez várias travessias marítimas de caiaque e catamaram, das quais se destacam a ligação Ponta Delgada/Lisboa e Ponta Delgada/Santa Maria. Aos 4 anos de idade emigrou com a família para o Canadá onde viveu cerca de dois anos. De regresso aos Açores, instala-se na vila da Lagoa. Posteriormente, muda-se para Ponta Delgada. Nesta altura, João Augusto Medeiros ingressa na escola de vela do Clube Naval de Ponta Delgada, entidade à qual ainda está ligado e onde dá apoio nas aulas de vela e canoagem. É reformado da EDA.
sábado, 1 de Novembro de 2008
Amizades e Amigos

A verdadeira amizade nasce da semelhança entre duas pessoas, admiração e confiança. Nunca conheci uma amizade verdadeira que nasceu de interesses em comum: os interesses mudam, e as amizades verdadeiras permanecem. Trata-se de uma paixão, um amor terno, que a gente sente espontaneamente por alguém. Ás vezes, vemos duas pesssoas pré-dispostas à ter uma amizade, que muitas vezes não floresce, por falta de tempo e convivência. Elas entendem que poderiam aproximar-se, pois quando se encontram, provam da sua compania como uma amostrinha de um óptimo frasco de perfume. Olha pro outro e sabe, ele poderia ser um grande amigo! O amigo de verdade não vai tentar te provar que é super educado, grande vencedor, muito interessante ou altruísta. A amizade verdadeira não permite maquiagens. O que ele é, você já sabe desde que o viu. Há sinceridade não por escolha, mas por afinidade. O amigo não pestaneja em te contar que falhou. Mesmo quando falha com você. E ele tenta concertar. Ele tem consideração com seus assuntos. Ser um bom amigo dá trabalho. Mas quando a amizade é verdadeira, esse trabalho é um prazer. E não adianta querer transformar um não-amigo-de-verdade em seu amigo de verdade, só porque você está carente e sozinho. Essas coisas vem de dentro pra fora, e não de fora pra dentro. E quando você se sentir melhor, vai acabar ferindo essa pessoa que você tentou fazer acreditar que era seu amigo de verdade. Mas claro que no fundo, ela também sabia que vocês não grandes amigos. Um amigo de verdade pode sumir por anos. Mas quando ele reaparece, ele tem sorrisos e abraços, novidades e sonhos. Ele nunca te esqueceu. Aliás, manter longas amizades dá mais trabalho ainda, e muito mais prazer. Mudamos e evoluímos, seguimos carreiras distintas e nos tornamos pessoas diferentes. E a alegria é ainda maior, pois com um amigo de verdade, conseguimos resgatar o ambientalista que pode existir dentro de um homem de negócios, só por uma boa conversa. Só para nos reconhecermos no outro, nesse ser tão amado. Nos tornamos de múltiplas cores, dispostos a ouvir sobre assuntos aos quais não dávamos a menor importância. Passamos nos importar, porque naquele momento, não existe nada mais legal do que seu amigo. E essa é a única maneira de fazer nossa alma crescer. Tendo a sensibilidade de ouvir pessoas, e multiplicar amigos. Aprender que o mundo é muito maior que o meu mundinho, ou o seu umbigo. A verdade é que eu poderia passar anos tentando descrevê-los. Mas eles não são nada além de verdadeiros. E só o nosso coração sabe o que é isso.
Bombeiros da Base das Lajes








